Alguma vez pensaste nos "e se?'s" da tua vida? Nos sonhos que deixaste para trás, nos planos que deixaste encobrir com o pó do tempo?
Eu tenho muitos "e se?'s"... e há momentos em que eles pesam imenso. Caminho despreocupadamente pelos trilhos que fui traçando, por vezes consciente, por vezes inconscientemente, e tento não olhar para trás, porque quando o faço vejo unicamente cadáveres de ideias e de ideais, de pessoas que eu queria ser e que ignorei, deixando essas múltiplas personalidades ao relento, numa mórbida agonia.
A Penélope bailarina dança sem sentido nem direcção num passado recente, apercebendo-se da sua morte dia após dia, mas recusando-se a aceitar esse cruel destino. Por sua vez, a Penélope cantora, tão recentemente descoberta, já antecipa o desfecho desta triste marcha fúnebre, martirizando-se quotidianamente por não ser devidamente afinada, por não atingir os agudos que devia atingir, por não conseguir manter o tom. A única que se safa é a Penélope nerd, a do presente e, parece que, do futuro, e mesmo essa, nem sempre vinga, pois vive assombrada pelos tortuosos e excedentes "e se?'s" que se acumulam em seu redor, erguendo as paredes mais altas e robustas alguma vez vistas.
No fundo, o problema é sempre o mesmo, ecoando até à eternidade: nunca ter sido suficientemente boa em nada. Nada.
E isso mancha o meu passado, corrói o meu presente e rouba a esperança ao meu futuro.
Wednesday, December 28, 2011
Tuesday, December 20, 2011
Circunlóquios
Espirais de momentos, decisões, indecisões, passos atrás, passos à frente.
Porque, definitivamente, a vida não é uma linha recta, por mais que se tente ir directa ao assunto.
Porque, definitivamente, a vida não é uma linha recta, por mais que se tente ir directa ao assunto.
Friday, December 02, 2011
Tentativas
A disponibilidade pode ser escassa, mas a vontade persiste. Tentemos abrandar o turbilhão das nossas vidas; sentemo-nos.
Sente o aroma do café escaldante, acabado de tirar, saboreia os raios de sol que rasgam as nuvens como nós rasgamos a rotina.
Senta-te comigo e sente o (re)começo de uma vida.
Sente o aroma do café escaldante, acabado de tirar, saboreia os raios de sol que rasgam as nuvens como nós rasgamos a rotina.
Senta-te comigo e sente o (re)começo de uma vida.
Wednesday, November 16, 2011
Desvios de Percurso I
Note-se agora a terrível evidência: será que existe um percurso?
Nada do que sinto neste momento tal o sugere.
E que para um desvio, esta alteração de rota já vai longe e avançada...
Eis que surge outra encruzilhada, se bem que não estou certa da viabilidade de nenhum dos caminhos, mais uma vez esperam que nade, que lute pela sobrevivência envolta num elemento que não é o meu. Tudo isto sem garantias de terra firme no final da odisseia.
Os vislumbres do futuro encantam-me, iludem-me, baralham-me.
Perdi-me outra vez.
No desejo.
Nada do que sinto neste momento tal o sugere.
E que para um desvio, esta alteração de rota já vai longe e avançada...
Eis que surge outra encruzilhada, se bem que não estou certa da viabilidade de nenhum dos caminhos, mais uma vez esperam que nade, que lute pela sobrevivência envolta num elemento que não é o meu. Tudo isto sem garantias de terra firme no final da odisseia.
Os vislumbres do futuro encantam-me, iludem-me, baralham-me.
Perdi-me outra vez.
No desejo.
Thursday, November 10, 2011
Desvios de Percurso
...e a verdade é que, muito provavelmente, a culpa, desta vez, é minha.
Por não saber esperar e por «querer» demais.
(mais desenvolvimentos em breve)
Por não saber esperar e por «querer» demais.
(mais desenvolvimentos em breve)
Tuesday, November 08, 2011
Sexy sexy...
...sou eu de pijama axadrezado, roupão aos corações e meias aos losangos a entalarem as calças do pijama cardado.
ah, e carrapito no topo da cabeça (modo: estudo).
só me falta a mantinha e o gato. e já esteve mais longe.
ah, e carrapito no topo da cabeça (modo: estudo).
só me falta a mantinha e o gato. e já esteve mais longe.
Saturday, October 22, 2011
Pensamentos errantes
Essa miúda é uma fogueira
Que te acende as noites em qualquer lugar
E tu desejas arder com ela
Enquanto bebes o perfume
Que ela deita nos seus trapos de cor
Para te embriagar
Essa miúda - Jorge Palma
Há-de chegar o dia.
Que te acende as noites em qualquer lugar
E tu desejas arder com ela
Enquanto bebes o perfume
Que ela deita nos seus trapos de cor
Para te embriagar
Essa miúda - Jorge Palma
Há-de chegar o dia.
Saturday, September 03, 2011
Self-destruction
Eis que dei por mim a pensar nesta saga típica do quotidiano de cada um de nós, reles mortais: a procura do meio-termo.
Os exageros, independentemente do contexto e do extremo pelo qual optamos, são sempre julgados como nocivos ao ser humano, são sempre encarados com um olhar depreciativo e quem os comete é frequentemente acusado de comportamentos auto-destructivos. O muitíssimo rico, o muitíssimo pobre; o extremamente magro, o extremamente gordo; o bêbado e o abstémio; o sobre-dotado e o burro; se repararmos, não reagimos com especial agrado a nenhum termo deste desfile de opostos.
A demanda pelo equilíbrio é tão constante que já nem damos por ela, procuramos o "bom", o "correcto", o "saudável", o "conveniente" sem sequer pensarmos que, invariavelmente, o que tanto desejamos é o ponto médio. O problema surge quando reparamos que os segmentos de recta que definem os diferentes aspectos do Viver não se intersectam todos num único local "bom/correcto/saudável", porque, felizmente, a vida não se resume num perfeito asterisco e tal ponto central de equilíbrio entre todas as faces do ser não existe.
Em vez disso existe uma área obscura, conturbada e de limites muito duvidosos na qual tentamos permanecer, de modo a vivermos o melhor possível em sociedade, sem, no entanto, comprometermos a nossa essência e os nossos valores, pois esses, esses, muitas vezes, levam-nos a atitudes extremistas. (E é terrivelmente fácil f*der tudo; um extremo, por exemplo, o maléfico, induz outro extremo, o intolerante, e assim surge um ciclo vicioso que leva ao abandono da confort zone do ser-social...) Mas isso já é outro assunto...
O que me levou a abordar este tema é, precisamente, a dificuldade em encontrar o ponto médio de um determinado segmento de recta que, quer eu queira, quer não queira, já me define. Num lado temos o ter-uma-relação-íntima-contigo, e no outro temos o evitar-te/ignorar-te/deixar-de-falar-contigo. Qualquer um dos extremos me é nocivo, qualquer um dos extremos prejudica a minha vida em sociedade. Mas ainda assim tenho (temos?) oscilado entre eles, porque não consigo parar a meio! Quando me deparo num extremo e "meto os pés ao caminho" na procura do afamado meio-termo, passo por ele e não reparo, a não ser quando já estou praticamente em cima do ponto diametralmente oposto. E a saga continua...
A minha vontade (?) era passar uma borracha na Minha folha e apagar o dito segmento de recta, mas parece que fiz m*rda e tracei-o a tinta permanente sem me aperceber...
Os exageros, independentemente do contexto e do extremo pelo qual optamos, são sempre julgados como nocivos ao ser humano, são sempre encarados com um olhar depreciativo e quem os comete é frequentemente acusado de comportamentos auto-destructivos. O muitíssimo rico, o muitíssimo pobre; o extremamente magro, o extremamente gordo; o bêbado e o abstémio; o sobre-dotado e o burro; se repararmos, não reagimos com especial agrado a nenhum termo deste desfile de opostos.
A demanda pelo equilíbrio é tão constante que já nem damos por ela, procuramos o "bom", o "correcto", o "saudável", o "conveniente" sem sequer pensarmos que, invariavelmente, o que tanto desejamos é o ponto médio. O problema surge quando reparamos que os segmentos de recta que definem os diferentes aspectos do Viver não se intersectam todos num único local "bom/correcto/saudável", porque, felizmente, a vida não se resume num perfeito asterisco e tal ponto central de equilíbrio entre todas as faces do ser não existe.
Em vez disso existe uma área obscura, conturbada e de limites muito duvidosos na qual tentamos permanecer, de modo a vivermos o melhor possível em sociedade, sem, no entanto, comprometermos a nossa essência e os nossos valores, pois esses, esses, muitas vezes, levam-nos a atitudes extremistas. (E é terrivelmente fácil f*der tudo; um extremo, por exemplo, o maléfico, induz outro extremo, o intolerante, e assim surge um ciclo vicioso que leva ao abandono da confort zone do ser-social...) Mas isso já é outro assunto...
O que me levou a abordar este tema é, precisamente, a dificuldade em encontrar o ponto médio de um determinado segmento de recta que, quer eu queira, quer não queira, já me define. Num lado temos o ter-uma-relação-íntima-contigo, e no outro temos o evitar-te/ignorar-te/deixar-de-falar-contigo. Qualquer um dos extremos me é nocivo, qualquer um dos extremos prejudica a minha vida em sociedade. Mas ainda assim tenho (temos?) oscilado entre eles, porque não consigo parar a meio! Quando me deparo num extremo e "meto os pés ao caminho" na procura do afamado meio-termo, passo por ele e não reparo, a não ser quando já estou praticamente em cima do ponto diametralmente oposto. E a saga continua...
A minha vontade (?) era passar uma borracha na Minha folha e apagar o dito segmento de recta, mas parece que fiz m*rda e tracei-o a tinta permanente sem me aperceber...
Wednesday, August 31, 2011
Another year...
E passou-se mais um anito...
Abandono os 20 anos bem mais viajada, com muitas histórias, peripécias e óptimos momentos que guardo na memória. Se há fases da nossa vida que vale a pena aproveitar, esta é definitivamente uma delas! Um sincero obrigada a todos que fazem com que assim seja!
Abandono os 20 anos bem mais viajada, com muitas histórias, peripécias e óptimos momentos que guardo na memória. Se há fases da nossa vida que vale a pena aproveitar, esta é definitivamente uma delas! Um sincero obrigada a todos que fazem com que assim seja!
Thursday, July 14, 2011
Wednesday, July 13, 2011
Daqui a duas semanas...

E é com isto em mente que vos informo: Estou de Férias!
Thursday, April 28, 2011
Impérios
"Os amores são como impérios: desaparecendo a ideia sobre a qual foram construídos, morrem junto com ela."
Milan Kundera
A ideia de nós parece-me, neste momento, uma nuvem de fumo expirada por ti após um longo trago na cigarrilha, desvanecendo-se no ar que tento não respirar.
Milan Kundera
A ideia de nós parece-me, neste momento, uma nuvem de fumo expirada por ti após um longo trago na cigarrilha, desvanecendo-se no ar que tento não respirar.
Sunday, April 10, 2011
Sunday, February 20, 2011
A verdade é que, neste momento, a minha vida corre sem problemas, sem sobressaltos. Está tudo bem. Os amigos estão bem, os meus pais idem, o 1º semestre foi concluído com sucesso e a tuna vai de vento em popa.
No entanto, eu não me consigo sentir tão realizada e feliz como gostaria porque sinto um vazio tremendo por não ter Uma Pessoa para partilhar estes momentos. Talvez isto faça de mim estupidamente exigente, mas não é um sentimento que eu consiga contrariar. Consigo lidar com ele, ignorá-lo um bocadito até... Enfim, viver com este bichinho que me rói lentamente a alma.
Anyway, I'll always have the music...
Estabeleci ao longo destes últimos tempos uma relação de amor-ódio com o "meu" contrabaixo, o Panchito. Adoro a sua forma e o seu timbre grave e ressonante, é um deleite balançar-me apoiada nele, como uma criança, e será sempre desafiante aprender a tocar músicas novas, bem como descobrir a localização de determinadas notas (sim, porque só muito recentemente é que começaram a existir mais do que cinco notas em cada corda, para mim). Mas o que ODEIO - muito mais do que as bolhas e os calos no meu dedo indicador direito, que parece uma vítima de guerra - é que o bicho não me deixa cantar. Irrita-me solenemente! É que mais ninguém o queria aturar e eu, que sempre achei aquele brutamontes-mas-elegante fascinante e que me entreguei ao seu estudo de corpo e alma, levo por tabela, porque o menino é tão exigente e suga-me tanto a atenção que não me deixa fazer o que mais gosto!
O propósito deste desabafo é comparar-te ao Panchito. Eu Adoro a maioria das características que detecto em ti - sim, eu analiso tudo, demasiado? provavelmente -, mas há certas coisas que tu dizes, certas atitudes que tomas, que me dão vontade de te esganar. Juro. Ou isso, ou um murro no meio dos olhos.
E está-me a querer parecer que não ias conseguir lidar comigo, mesmo que houvesse alguma hipótese para nós - que não há, o meu cérebrinho sabe - eu seria excessivamente...tudo, para ti. Tenho um modo demasiado LOUD e dramático de viver, acho eu.
And I'm not giving up on that.
No entanto, eu não me consigo sentir tão realizada e feliz como gostaria porque sinto um vazio tremendo por não ter Uma Pessoa para partilhar estes momentos. Talvez isto faça de mim estupidamente exigente, mas não é um sentimento que eu consiga contrariar. Consigo lidar com ele, ignorá-lo um bocadito até... Enfim, viver com este bichinho que me rói lentamente a alma.
Anyway, I'll always have the music...
Estabeleci ao longo destes últimos tempos uma relação de amor-ódio com o "meu" contrabaixo, o Panchito. Adoro a sua forma e o seu timbre grave e ressonante, é um deleite balançar-me apoiada nele, como uma criança, e será sempre desafiante aprender a tocar músicas novas, bem como descobrir a localização de determinadas notas (sim, porque só muito recentemente é que começaram a existir mais do que cinco notas em cada corda, para mim). Mas o que ODEIO - muito mais do que as bolhas e os calos no meu dedo indicador direito, que parece uma vítima de guerra - é que o bicho não me deixa cantar. Irrita-me solenemente! É que mais ninguém o queria aturar e eu, que sempre achei aquele brutamontes-mas-elegante fascinante e que me entreguei ao seu estudo de corpo e alma, levo por tabela, porque o menino é tão exigente e suga-me tanto a atenção que não me deixa fazer o que mais gosto!
O propósito deste desabafo é comparar-te ao Panchito. Eu Adoro a maioria das características que detecto em ti - sim, eu analiso tudo, demasiado? provavelmente -, mas há certas coisas que tu dizes, certas atitudes que tomas, que me dão vontade de te esganar. Juro. Ou isso, ou um murro no meio dos olhos.
E está-me a querer parecer que não ias conseguir lidar comigo, mesmo que houvesse alguma hipótese para nós - que não há, o meu cérebrinho sabe - eu seria excessivamente...tudo, para ti. Tenho um modo demasiado LOUD e dramático de viver, acho eu.
And I'm not giving up on that.
Saturday, January 22, 2011
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